Lição 2 de 4 · 9 min de leitura · Intermediário

Diversificação e alocação de ativos

Não colocar todos os ovos na mesma cesta é o único "almoço grátis" dos investimentos. Como diversificar e por que a mistura entre ações e renda fixa decide quase tudo.

Diversificar é distribuir seu dinheiro entre investimentos que não se movem igual, para que o mau momento de um não arruíne tudo. Diz-se que é o mais parecido com um "almoço grátis" em finanças: reduz o risco sem necessariamente reduzir o retorno esperado.

As dimensões da diversificação

  • Entre empresas: muitas em vez de poucas.
  • Entre setores: tecnologia, saúde, consumo, finanças, energia…
  • Entre países e moedas: México, EUA, o resto do mundo; pesos e dólares.
  • Entre tipos de ativo: ações, renda fixa e, para algumas pessoas, ouro ou imóveis.
  • No tempo: investir aos poucos em vez de tudo num só dia.

A correlação

A chave para diversificar é combinar coisas com correlação baixa: que não sobem e descem sempre juntas. Duas empresas de tecnologia muito parecidas têm correlação alta; ações e títulos do governo costumam ter correlação mais baixa, e em muitas crises os títulos de alta qualidade subiram enquanto as ações caíam (embora não sempre: em 2022 caíram os dois).

Alocação de ativos: a decisão mais importante

A alocação de ativos é que porcentagem você coloca em cada tipo de investimento, sobretudo entre ações e renda fixa. Essa mistura explica a maior parte de como sua carteira se comporta: quanto sobe, quanto cai e quão tranquilo você dorme.

Mistura (ações / renda fixa)Perfil típicoO que esperar
20 / 80ConservadorQuedas pequenas, crescimento modesto
40 / 60ModeradoEquilíbrio entre crescimento e estabilidade
60 / 40BalanceadoQuedas notáveis em crises, bom crescimento no longo prazo
80 / 20 ou maisAgressivoQuedas fortes em crises, mais crescimento esperado no longo prazo

Não existe uma mistura correta para todos. Depende do seu prazo, da sua capacidade e da sua tolerância ao risco. Uma ideia comum é ter mais ações quanto mais distante estiver a meta e ir para a renda fixa conforme ela se aproxima.

Quantas ações você precisa para estar diversificado

Com 20 ou 30 ações de setores diferentes o risco específico de cada empresa cai muito, mas você continua exposto ao que acontecer com esses setores e com seu país. Um ETF amplo te dá centenas ou milhares de empresas numa só compra; por isso muita gente usa ETFs como base.

A falsa diversificação

Ter muitos instrumentos nem sempre é estar diversificado. Cinco ETFs de tecnologia, ou um ETF do S&P 500 mais um da Nasdaq-100 mais as mesmas grandes ações de tecnologia, podem concentrar seu dinheiro nas mesmas empresas. Verifique sua exposição real: o que você tem direto mais o que há dentro dos seus fundos.

O viés doméstico

Muita gente investe quase tudo no próprio país porque o conhece. O México representa uma parte pequena do mercado mundial; se além disso seu trabalho e sua casa dependem da economia mexicana, ter uma parte fora pode reduzir seu risco total.

Teste o que você aprendeu

1. O que você busca ao combinar investimentos com correlação baixa?

  • Que subam e desçam sempre juntos
  • Que não se movam sempre igual
  • Pagar menos taxas
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Que não se movam sempre igual. Assim a queda de um não arrasta todos.

2. Que decisão explica a maior parte do comportamento de uma carteira?

  • Que ação individual você compra
  • A mistura entre ações e renda fixa
  • O dia da semana em que você compra
Ver a resposta

A mistura entre ações e renda fixa. A alocação de ativos define quanto sobe, quanto cai e quão estável é.

3. Você tem um ETF do S&P 500 e outro da Nasdaq-100. O que pode acontecer?

  • Está perfeitamente diversificado
  • Repete muitas das mesmas grandes empresas
  • Não têm nada em comum
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Repete muitas das mesmas grandes empresas. Há sobreposição: as grandes de tecnologia estão nos dois.

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